11 de outubro de 2011

Dez anos após o apagão, 50% das residências ainda usam lâmpadas incandescentes

LFC e LED dividirão as escolhas do consumidor que busca economia e sustentabilidade

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Faz 10 anos que a falta de chuvas provocou um racionamento de energia nacional e contribuiu para desencadear uma mudança de comportamento do brasileiro frente ao consumo de eletroeletrônicos. A preocupação com a escassez de energia e a busca de soluções que contemplem boa iluminação conjugada a equipamentos mais eficientes e formas inteligentes de utilização atinge a todos, independente de classe social.

No que depender da iluminação, o diretor da Divisão de LED da Lâmpadas Golden, Ricardo Cricci, acredita que o consumo médio de energia elétrica utilizada pela iluminação tende a diminuir nos lares brasileiros em decorrência da evolução da tecnologia das fontes de luz. “Enquanto existe um potencial de elevação do consumo de energia elétrica relacionado ao aumento da posse e do uso de vasta gama de equipamentos eletrodomésticos, a oferta de produtos mais eficientes e com tecnologia mais moderna na área de iluminação tende a contribuir para a economia no consumo de energia elétrica”, afirma o executivo. Segundo técnicos do Ministério das Minas e Energia, só a substituição de lâmpadas por modelos mais econômicos geraria ao país uma economia de 10 milhões MWH/ano até 2030.

Ao mesmo tempo em que o aumento do poder de compra do brasileiro permite o acesso a produtos antes inacessíveis, no quesito lâmpada sua atitude vem mudando desde o apagão de 2001. Decorridos 10 anos da entrada das lâmpadas fluorescentes compactas (LFC) no País, elas atualmente representam cerca de 200 milhões de unidades vendidas segundo estimativa da Golden. Este mercado, que cresce cerca de 20% ao ano, apresenta na avaliação de Cricci “um índice muito pequeno quando comparado ao tamanho do mercado, visto que a lâmpada incandescente ainda deve ser responsável por aproximadamente 50% da iluminação residencial no Brasil”. Com a legislação que prevê a retirada gradual destas lâmpadas (superior a 40 Watts) até 2016, este se apresenta como um mercado promissor para as empresas de iluminação.

Desde a invenção da incandescente em 1879, as lâmpadas fluorescentes compactas representam um marco na história da iluminação e vem contribuindo para mudar o comportamento do consumidor. Segundo Cricci, o preço elevado e a vasta oferta de produtos sem certificação técnica que assolaram o mercado nos primeiros anos contribuíram para acentuar a resistência do consumidor frente à nova tecnologia. “A ausência de uma legislação específica fez com que o mercado fosse invadido por produtos de péssima qualidade, surgindo um preconceito contra a lâmpada compacta em função da concorrência com aquelas sem qualidade lumínica, vida curta e ausência de garantia”, explica Cricci.

Com a implementação da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), bem como do selo do Procel e do Inmetro para assegurar a qualidade e a eficiência energética do produto, a lâmpada fluorescente compacta foi conquistando credibilidade. Hoje suas qualidades técnicas, como durabilidade até oito vezes maior e economia de até 80%, estão amplamente disseminadas e mais acessíveis em termos de preço e aplicabilidade. Este mesmo caminho deve ser percorrido pelo Ligh Emiting Diodes – LED.

A tendência de consumo aponta favoravelmente para as fontes eficientes, com baixo índice de metais pesados, de longa duração e de IRC (Índice de Reprodução de Cor) elevado. Neste aspecto, o LED destaca-se a melhor alternativa em termos de Lumens por Watt disponível no mercado. Com vida útil que pode chegar a 25 mil horas e baixo consumo de energia, ele é a grande coqueluche do momento.

Segundo Cricci, daqui quatro anos os investimentos na tecnologia LED devem representar 50% do consumo total de lâmpada no país. Ele afirma que “esta tendência tem motivado a diversificação da oferta de produtos ligados ao mercado sustentável, forçando uma verdadeira revolução no portfólio de fabricantes de lâmpadas”.

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