10 de junho de 2012

Entenda o que está na embalagem da lâmpada

Na última postagem, dissemos o quanto o fluxo luminoso é importante para a eficiência da lâmpada, sua relação com a potência e a tensão. Há muitas outras informações que acompanham a embalagem e que dizem muito sobre o produto que você encontra nas prateleiras.

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Entenda quais são as outras informações técnicas da lâmpada e o que ela influencia na sua escolha:

Temperatura de Cor: É a cor da luz emitida por uma fonte, que tem como unidade de medida o kelvin (K). Em baixas temperaturas de cor a tonalidade da luz tende para o vermelho, que é conhecida como luz quente, enquanto nas altas temperaturas de cor a luz torna-se mais clara, sendo definida como luz fria.

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A temperatura de cor mais quente, amarela, é indicada para transmitir sensação de relaxamento, ideal para ambientes de descanso, como quarto e sala de jantar. A luz mais fria, branca ou azulada (como visto na foto da embalagem acima), é boa para ambientes onde a atividade é constante, pois ela passa a sensação de estímulo. Alguns exemplos são para cozinha, ambiente de trabalho e escritório.

IRC (Índice de Reprodução de Cor): Todas as cores que enxergamos sofrem influência da iluminação. A referência de luz com perfeita reprodução de cores é a luz do sol, livre de interferência atmosférica, a qual se atribui a graduação de 100, numa escala de 0 a 100. As luzes artificiais são igualmente classificadas de 0 a 100 de acordo com a sua fidelidade ao reproduzir as cores. Quanto mais próxima do 100 estiver, melhor será a sua reprodução de cores.

Fator de potência: O fator de potência é uma relação entre a energia ativa e a energia aparente ou total. Com esta relação é possível saber se a unidade consumidora está consumindo a energia adequadamente. Os motores, transformadores e equipamentos de unidades consumidoras têm como força a energia elétrica, que é utilizada de duas formas distintas: a energia reativa e a energia ativa.

A energia reativa não realiza trabalho efetivo, mas é necessária e consumida na geração do campo eletromagnético responsável pelo funcionamento de motores, transformadores e geradores nas suas bobinas. Esta energia deve ser a menor possível, pois o excesso de energia reativa exige, por exemplo, condutor de maior secção e transformadores de maior capacidade, além de provocar perdas por aquecimentos e queda de tensão.

Já a energia ativa é a que realmente realiza as tarefas, é o que faz lâmpadas acenderem e motores funcionarem.

Quanto maior for o consumo de energia reativa, para o mesmo consumo de energia ativa, mais baixo será o fator de potência. A legislação determina que o fator de potência deve ser mantido o mais próximo possível da unidade (1), mas permite um valor mínimo de 0,92. Procure sempre elevar o fator de potência para aproveitar ao máximo as instalações elétricas.

Bulbo: Identifica o formato do bulbo da lâmpada. O exemplo apresentado é o 3U, que refere-se como o bulbo se prende à base, parecendo um U invertido, se segurar a base para cima. São 3 formas como essa que compõem a lâmpada.

Corrente Nominal: a corrente elétrica, normalmente expressa em ampères (A) ou quiloampères (kA), que será observada (ou medida) em um determinado aparelho, quando este estiver operando adequadamente. Este parâmetro é definido pelo fabricante do equipamento. Também é utilizada para expressar a capacidade máxima de um determinado aparelho, sendo, portanto, um limite de corrente elétrica que pode ser exigido do equipamento sem que este seja danificado.

Sendo a tensão nominal dos equipamentos elétricos normalmente constante, a corrente é usada como um parâmetro indicativo da potência que está sendo desenvolvida ou exigida do mesmo. É comum usar a medida da corrente para esse fim por ser mais facilmente medida do que a potência.

Temperatura Ambiente: Cada lâmpada é projetada para trabalhar dentro de uma temperatura ambiente, isto deve ser respeitado, pois o fato de a lâmpada funcionar com maior ou menor temperatura do que a especificada pode comprometer a eficiência e o funcionamento da mesma. Por exemplo, uma lâmpada, cuja especificação “TA” é de 0°C a 45°C significa que ela não poderá funcionar acima de 45°C e abaixo de 0°C.

Temperatura da carcaça: Refere-se à temperatura de trabalho da lâmpada, ou seja, a temperatura gerada no invólucro ou circuito da lâmpada. Quanto maior a potência da lâmpada maior será a temperatura no invólucro. Essa é uma especificação que deve ser considerada em todas as instalações, pois dependendo da temperatura térmica gerada pela fonte de luz, pode comprometer não só o seu funcionamento, mas o ambiente em que se encontram. É necessário checar a dissipação de calor das lâmpadas e das instalações como um todo.

Tempo para atingir 80% do fluxo luminoso nominal: Corresponde ao tempo que a lâmpada leva para atingir 80% do fluxo luminoso indicado na embalagem.

Vida mediana: Conceito utilizado para mensurar, em horas, a durabilidade da lâmpada.

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4 comentários

  1. Thalita disse:

    Muito boa suas informações. Me ajudou muito em um trabalho.
    Nota 1000!

  2. Gardhenia disse:

    Eu nunca reparei, mas nas embalagens das lâmpadas vêm com alguma instrução de como trocar lâmpada queimada por uma lâmpada nova com cuidado? Eu sei como trocar a lâmpada e tal, mas eu nunca vi instruções de como trocar lâmpada nas embalagens.

    • Blog da Lâmpadas Golden disse:

      Gardhenia, as embalagens da Golden trazem orientação sim de instalação. O espaço aqui não permite, mas enviarei ao seu email imagem da embalagem confirmando a resposta.

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