16 de agosto de 2011

Feng Shui e Iluminação: Harmonia e Equilíbrio – Parte 1

O Feng Shui e suas escolas estão se propagando cada vez mais no ocidente. Por isso, nessa e na próxima semana falaremos aqui no blog um pouco mais do pensamento e como ele pode ser aplicado na iluminação dos mais diversos ambientes.

Com a finalidade de canalizar e harmonizar as forças ambientais e energéticas, o Feng Shui é proveniente da milenar civilização chinesa, que acredita que a observação e o equilíbrio com os elementos da natureza podem trazer o bem- estar, a harmonia e a prosperidade.

O consultor e professor de Feng Shui, Victor Hugo Camerano, explica que “esta civilização crê que as suas vidas estão conectadas de forma objetiva e mágica simultaneamente ao mundo que os envolve, seja ele natural ou construído, seja o seu corpo, a sua mesa de trabalho, a sua casa, a natureza, os seres vivos, até ao Universo, no seu sentido mais amplo.”

O Feng Shui dos dias de hoje é uma evolução que remonta quatro mil anos de história, misturando Taoísmo (em algumas escolas, budismo), equilíbrio com a natureza e os seres vivos e tradições milenares parcialmente perdidas conforme o tempo, tudo isto aliado à percepção e à intenção de um especialista.

A versatilidade da técnica militar chinesa em possibilitar adaptação através da utilização de “curas” ou “aliados” fez com que a ocidentalização ocorresse de forma mais ampla e efetiva.

Neste quesito, a luz é um importante aliado para o Feng Shui. Ela simboliza a energia do Sol em ambientes internos, possibilitando a circulação da energia vital (chi) sem ocupar espaço físico.

A luz, quando utilizada conjuntamente com a aplicação de cores (outro poderoso “aliado”), seja na arquitetura ou na decoração de interiores, podem se complementar, num resultado harmonioso e promissor em termos de possibilidades e de bem-estar. Porém, é preciso cuidado para deixar a iluminação num formato ambiental e esteticamente confortável. Exemplo de resultado inadequado é a utilização de luz vermelha na área da reputação e sucesso ou de uma luz negra em espaços dedicados à carreira e trabalho.

Segundo o especialista, a intensidade da luz varia de ambiente para ambiente: “Em muitas situações de iluminação, o menos vale mais, ou seja, uma iluminação mais aconchegante, suave e indireta pode propiciar um resultado harmônico”, diz.

A iluminação no Feng Shui deve buscar equilíbrio, e aqui suas idéias se vinculam a práticas sustentáveis de vida. Considerar o menor consumo de energia é, na sua opinião, mais importante do que a crença de “quanto mais luz melhor”. Para Victor Hugo, “além do consumo de energia que retiramos da natureza, este excesso já não pressagia um bom resultado, pois vivemos num mundo onde a atitude pessoal gera conseqüências diretas no meio ambiente ou seja, na natureza, com quem buscamos nos equilibrar.”

Na próxima semana a matéria continua, com orientações sobre o uso da iluminação em ambientes específicos, considerando os princípios do Feng Shui.

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