16 de abril de 2013

Geração de energia mais “verde”

Diferentemente de 2 décadas atrás, a ciência permite formas de geração de energia muito além das usinas hidrelétricas.

Rede de energia

O Brasil sempre teve uma política energética voltada para as hidrelétricas, pela abundância de nossos rios e afluentes. Nosso país é o único onde a energia hidráulica é usada de forma rotineira. Por conta disso, nem percebemos os avanços que foram feitos ao redor do mundo em outras formas de geração de energia, até chegar a crise do apagão de 2001 para começar a mobilização e disseminação sobre a necessidade de preservar os recursos do nosso planeta – e economizar energia.

Hoje, no Brasil, a energia eólica e a solar estão se popularizando. Dados da WWF Brasil, divulgados em setembro de 2012 no estudo “Além de grandes hidrelétricas: políticas para fontes renováveis de energia elétrica no Brasil”, aposta que o Brasil pode produzir 40% mais energia elétrica a partir de fontes renováveis de energia (veja mais sobre o estudo aqui).

Muito se discute sobre os benefícios (e malefícios) de cada uma, portanto esse artigo pretende informar e debater sobre as características de cada tecnologia. Não abordaremos outras alternativas de energia, por acreditar que a solar e a eólica são suficientemente limpas e viáveis no cenário brasileiro (mas se bateu a curiosidade, você pode ler sobre algumas delas aqui).

Energia Eólica

Energia eólica

Esta forma de geração de energia consiste na transformação de energia cinética dos ventos em energia elétrica. Essas usinas são viáveis em locais com velocidade média anual dos ventos superior a 3,6 m/s. No Brasil, a energia eólica tem uma participação de apenas 1,5% na matriz energética, de acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Ambientalmente, há potencial para a geração deste tipo de energia, porém, o maior entrave é econômico e político: para construir as usinas seria necessário muito mais espaço que as hidrelétricas ocupam, o que aumenta o custo, e o governo não pretende maximizar a produção de energia por esses meios. O motivo é a dependência da força dos ventos, o que torna o fornecimento nada confiável.

Com um mercado interno bem escasso nessa área, o país é uma das referências mundiais na fabricação de pás eólicas, e fornece para gigantes como China, EUA e Alemanha.

Sol forte convertido em energia

A energia solar ou fotovoltaica é outra forma abundante e renovável de captar energia. Porém, seu custo é alto e a fabricação das placas coloca em dúvida seu atributo sustentável. A produção é parecida com a de componentes para computadores, primeiro com a mineração dos materiais puros: areia de quartzo para as células de silício, minério de metal para as finas células de filme fino. Esses materiais também têm que ser tratados até serem transformados em painéis solares. Esse processo produz poluição e emite gases pesados, além de consumirem energia. Ainda assim, em 3 meses de uso das placas solares, a emissão de carbono gerada no processo de fabricação é compensada.

Painéis fotovoltaicos

Como a tecnologia hoje é a solução para quase tudo, cientistas no mundo todo têm encontrado algumas opções mais limpas também na fabricação. Pesquisadores de Belo Horizonte descobriram que é possível instalar placas solares orgânicas, com base em polímeros e plástico, que não danificam o meio ambiente em sua fabricação e podem ser instaladas em fachadas e janelas, dinamizando a arquitetura. Cientistas norte-americanos criaram painéis solares feitos de compostos orgânicos derivados das plantas, que ainda podem ser reciclados.

No Brasil, é muito comum o uso da energia solar para o aquecimento da água, mas não na geração de energia elétrica. Isso não significa falta de potencial. De acordo com a publicação do WWF, se o lago de Itaipu fosse totalmente coberto com painéis fotovoltaicos, por exemplo, seria possível produzir, anualmente, 183 milhões kW, o que representa o dobro de toda a energia elétrica produzida pela usina hidrelétrica de Itaipu em 2011. Aos poucos, o investimento é incentivado nas residências, já que, apesar do custo inicial alto, a economia acontece no consumo. Se você tem interesse em saber sobre a viabilidade do sistema de energia solar em sua casa, veja no link soluções existentes no país.

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