28 de janeiro de 2013

Gestão contribui na economia de energia

Fonte: Itaipu Binacional

Desperdício de energia e capacidade das hidrelétricas requer cada vez mais gerenciamento de energia das empresas

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O sistema energético brasileiro vive, de tempos em tempos, insegurança na distribuição de energia. A escassez da chuva diminui os níveis das represas e apavora a economia com medo do retorno do racionamento de 2001.

De lá para cá, muito mudou no comportamento das empresas e dos consumidores, que mudaram seus hábitos, trocaram seus aparelhos obsoletos e suas lâmpadas incandescentes por tecnologias mais eficientes. Porém, diante da dependência das chuvas para garantir o abastecimento, percebe-se que pouco mudou. Recebemos as novidades limpas de geração de energia, solar e eólica, mas muito pouco foi implantado, talvez em função do elevado investimento inicial.

Enquanto os recursos públicos não chegam à esfera das energias alternativas, é preciso adotar o consumo inteligente em empresas e residências para evitar o desperdício. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco) divulgada neste mês, cerca de 10% dos 430 terawatt-hora (TWh) consumidos no país a cada ano são desperdiçados, volume superior ao consumido pelo total da população do estado do Rio de Janeiro, que alcança cerca de 36 TWh. Ou seja, gastamos um excedente capaz de abastecer todo o Estado do Rio.

O gerenciamento de energia começa com o estabelecimento de prioridades e mudanças, muitas delas pequenas e bem simples. Nas residências, algumas ações são:

  • Apagar as luzes em ambientes que não têm ninguém;
  • Colocar sensor de presença em locais de passagem, como corredores e garagens;
  • Acumular roupas para utilizar o ferro de passar, afinal, o que mais gasta energia é o que transforma a energia elétrica em calor;
  • Evitar usar secadora de roupas;
  • Diminuir o tempo da família no banho;
  • Aproveitar a luz natural;
  • Trocar as lâmpadas incandescentes por tecnologias mais eficientes, como a lâmpada eletrônica ou o LED. Este simples gesto pode gerar economia de até 70% no consumo.

Você pode ver todas as dicas de economia que as empresas podem por em prática aqui. Para estas, um fator interessante na gestão de energia é a certificação ISO 50.001, que orienta empresas que adotarem políticas de sustentabilidade no uso adequado do recurso e na promoção da eficiência energética. A norma não estipula parâmetros de eficiência, mas sim a necessidade de que a indústria esteja permanentemente preocupada em se tornar cada vez mais eficiente.

Redução das tarifas, mas gasto extra com “risco”

O governo brasileiro anunciou a redução do valor da tarifa de energia. A medida já entra em prática em fevereiro, e a redução será de até 18% na conta de luz dos consumidores residenciais e em até 32% no custo para as empresas.

Apesar da diminuição do valor, com a prorrogação dos contratos de concessão, o consumidor terá repassado um novo custo na conta de luz: o “risco hidrológico”.

Nos períodos de estiagem, a produção das hidrelétricas diminui, e então a empresa é obrigada a comprar energia no mercado livre (cujos preços não são regulados) para honrar seus compromissos de abastecimento com os clientes. Nos contratos antigos, as hidrelétricas tinham uma remuneração maior pelo serviço prestado, o que lhes possibilitava a arcar com esse custo excedente. Agora, o “risco hidrológico” ficará a cargo do consumidor, que passará a assumir essa conta maior se for preciso comprar mais energia no mercado livre.

Portanto, o custo da energia continua sendo mais um argumento para economizar. Pensar em mudar hábitos, substituir tecnologias e evitar o desperdício dá um bom retorno, faz diferença na conta de luz e ainda contribui com o meio ambiente.

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