15 de agosto de 2012

LED valoriza iluminação em museus sem danificar obras

Apreciar obras de arte vai muito além do acervo em cartaz. Imagina a ida a um museu para ver uma exposição de artistas impressionistas, como Monet, Pissaro, Mathieu e Cezanne e, durante a visita, ver que aquele quadro famoso está com a cor diferente ou que é necessário se mover de um lado para outro para tirar o efeito ofuscante da vista. Enfim, imagine somente quadros pendurados em paredes. A iluminação inadequada pode ser um fator de frustração, por não destacar as peças ou até deixá-las na penumbra.

Já o contrário, a iluminação bem planejada pode trazer uma experiência surpreendente integrada às obras, que dá a sensação ao visitante de interação com o momento retratado e com o sentimento do artista.

Falando de projeto, é importante ressaltar a importância em aliar a iluminação artificial à natural. A luz natural é um elemento que destaca as obras com um diferencial: ela muda conforme o dia se passa e, portanto, muda a percepção sobre a arte, além de integrar o museu com o mundo exterior. Nem mesmo esta luz é suficiente, pois é difícil conciliá-la com as exigências de conservação do objeto iluminado.

Por serem, na maioria das vezes, itens antigos e compostos por materiais frágeis, as obras de arte requerem uma iluminação que não danifique seu aspecto original e que não acabe arruinando sua perpetuação na história. Em artigo na revista Lume Arquitetura, o arquiteto e consultor Nelson Solano dissertou sobre a necessidade de tentar harmonizar a luz que é requerida na percepção e a luz que é inevitável para a conservação. Segundo ele, os edifícios que abrigam museus devem ser tratados em duas partes: “os espaços expositivos, onde se prioriza os aspectos da conservação e os outros espaços, onde a luz natural pode ser usada de uma maneira mais livre e criativa”.

Para os arquitetos e lighting designers, o grande desafio é unir muitos aspectos da iluminação em busca de uma experiência visual e sensorial satisfatória para os visitantes. Como de praxe, no início do projeto a função do museu e as atividades a serem exercidas em cada espaço são os primeiros itens a serem definidos. Outros fatores, de acordo com o artigo de Solano, são: níveis mínimos de iluminância, uniformidade, controle de ofuscamento, versatilidade da luz, boa reprodução de cor, boa aparência de cor, valorização da arquitetura e espaços, relação entre luz natural e artificial e economia de energia.

Na iluminação direcionada é comum o uso de halógenas dicroicas, que possuem diversas restrições no que diz respeito ao resguardo das obras e ao consumo de energia. Uma opção para que estes efeitos sejam amenizados é a implantação de LEDs, principalmente no que diz respeito ao resguardo das peças. O LED não emite raios UV e Infravermelho e tem baixa emissão de calor, o que ajuda a manter uma temperatura sadia sobre as peças e agradável a sensação no ambiente. Além disso, o LED se justifica na aplicação em museus pela versatilidade, pelas opções de temperatura de cor e variedade de cores, tornando-se um grande aliado para destacar a arquitetura do local.

Em 2011, a empresa Lâmpadas Golden, em parceria com a Via Luz, iluminou o Museu da Casa Brasileira (MCB), que fica em São Paulo. Os modelos LED PAR 30 e AR 111 foram utilizados no trilho que ilumina o painel de informações e que destaca a formas arquiteturais interiores.

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O LED é uma tecnologia viável para a iluminação geral e direcionada em museus, mas o seu índice de reprodução de cor (IRC) ainda não é o ideal para retratar com plena fidelidade as cores de uma peça de arte. Em situações como essa, a halógena é a que melhor fideliza os tons, com o IRC de 100, enquanto o LED possui entre índices entre 70 e 80. No MCB, como o trilho não é direcionado para as obras em si, a aplicação não requer altos índices de reprodução de cores.

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