5 de janeiro de 2011

Sobre o ensino da luz

Muito ainda vai se falar sobre iluminação e muito ainda vai se escrever sobre esse tema, mas o que realmente deve ser destacado é que a luz e a sua boa utilização fazem na vida das pessoas uma fase nova, mexem com seus sentimentos e por isso este é um assunto muito sério.

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Deve-se entender que todos são importantes na formação dessa cultura, mas atualmente, quem mais trabalha nesse sentido são os lighting designers. Não se deve invalidar a atuação e a contribuição de outros profissionais que trabalham com luz e ajudam a construir a chamada Cultura Brasileira de Iluminação.
Como a energia elétrica passou a ser fonte essencial do progresso da humanidade, é hoje considerada fundamental para a sobrevivência do ser humano.

No contexto diário dos afazeres, se tornou prioridade a iluminação das tarefas em específico. Individualizando-a. Utilizada como modeladora de espaços e definindo as variedades de seu uso, a luz passou a ser preponderante nos projetos modernos. A luz, sempre que bem utilizada, dá vida e ilumina a alma do ambiente. Com jogo de luz e sombras, desenha-se um ambiente dramático, alegre, sério, aconchegante, descontraído, de lazer ou social.

No contexto iluminação de interiores, objetivamente nesta fala, os residenciais, não é premente a colocação de estudo técnico da luz e seus cálculos matemáticos, pois em relação ao convívio familiar as sensações devem falar mais alto.

Conceitos técnicos são deixados de lado, para que em outro momento se faça alusão às técnicas luminotécnicas, obedecendo com isso às normas de cálculos para os espaços onde se deve levar em conta a quantidade de lumens e lux para as tarefas operacionais.
Conforme o historiador Farlley Derze, “a história da iluminação oferece uma oportunidade para se conhecer a evolução da mentalidade humana no que se refere à relação funcional e conceitual que se deu (e se dá) entre o homem, a iluminação e seu modo de vida. Olhar o passado é útil para não se repetir equívocos, mas também para se iluminar o futuro de uma sociedade estimulada por novas ideias, conceitos e práticas. No século XXI, viva o “homo luminus”.

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A justificativa deste tema encontra-se na relevância do papel do professor de projetos luminotécnicos, que, da mesma maneira que outros colegas profissionais da educação, deve procurar estimular e incentivar seu aluno ao aprendizado não só da técnica, mas da essência e do real significado daquilo a que este se propõe a aprender.

Porém, ter sempre a consciência de que não é possível se entender de tudo, e ter a devida humildade de buscar ajuda e suporte junto aos profissionais de cada área. Com a devida consciência ativada, procurar sempre buscar mais e mais informações, pesquisar, como também estar disposto a cursar escolas com cursos especializados, para ter uma formação graduada.

Somente com um conhecimento mais profundo em relação ao tema abordado, entende-se que o mestre consiga transmitir seus ensinamentos e motivar seus alunos a pesquisa e interesse cada vez maiores em relação aos assuntos sobre a luz. Além disso, é óbvio que o amor à profissão e ao domínio das técnicas que permeiam o ensino-aprendizagem precisa estar presente nas salas de aula.

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O objetivo geral é enfatizar o papel do professor do ensino técnico e superior como incentivador e formador de profissionais que detenham os conhecimentos necessários ao bom desempenho de suas funções; mas que, sobretudo, possam plantar em seus alunos, que devem ir além das técnicas aprendidas em sala de aula, tornando-se investigadores constantes de suas respectivas áreas de domínio, atualizando-se em relação a elas e exercendo suas funções com responsabilidade e amor.

Maria Luiza Junqueira da Cunha – Malu Junqueira – ABD 393, Docente do Senac – curso técnico em design de interiores – iluminação e Professora de cursos de “luminotécnica aplicada”.

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